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Número de usuários “móveis” de mídias sociais dobrará até 2016

A mobilidade já é o presente e será cada vez mais o futuro das mídias sociais. O acesso às redes sociais por meio de dispositivos móveis como smartphones e tablets cada vez mais será superior ao realizado por meio de PCs. Estudos apontam que atualmente os usuários “móveis” de social media, ou seja, aqueles que detêm smartphones ou tablets, são duas vezes mais ativos do que um usuário que não tem smartphone.

Além disso, o número de usuários “móveis” de redes sociais dobrará nos próximos cinco anos, saltando dos 650 milhões deste ano para 1,3 bilhão até 2016, o que representa mais do que o total de usuários de mídias sociais atualmente – englobando todas as plataformas –, revelou estudo da Juniper Research.  Essa explosão da utilização de social media via aparelhos móveis é puxada pelas aplicações de geolocalização.

Diante desse cenário, se já era importante para as companhias pensarem na criação de conteúdo para dispositivos móveis e para social media, agora é necessário planejar tais conteúdos de maneira unificada ou integrada, pois estas plataformas mais do que nunca serão totalmente integradas.

Os sistemas mais utilizados em smartphones como o iOS (iPhone), da Apple, e o Android, do Google,  já contam praticamente com aplicativos de todas as grandes redes sociais, como Facebook, Twitter, Youtube, LinkedIn, Google+, Foursquare, Tumblr e Instagram (este ainda não está disponível para Android).

Brasil terá 52 milhões de usuários de social games em 2014

Que o mercado global de social games está andando a pleno vapor todo mundo sabe. A demanda dos usuários por jogos sociais é impressionante e a cada dia que passa o número de pessoas que aderiram aos jogos sociais aumenta de maneira acelerada. Mas como está esse cenário no Brasil? Bom, nosso país segue a tendência global e por aqui os social games já garantiram imensa presença no dia-a-dia dos usuários de internet e redes sociais.

Atualmente, o Brasil conta com 35 milhões de usuários de social games, segundo a empresa de pesquisa Newzoo. Tal número, de acordo com a empresa de pesquisa do segmento de social media SuperData, saltará para 52 milhões até 2014. Ou seja, terá uma expansão de 48,5% no período. O Brasil responde hoje por 35% do total de usuários de jogos sociais da América latina, que contempla 5% dos users globais de social games.

As cifras movimentadas pelo segmento de jogos sociais no Brasil, por sua vez, tende a atingir US$ 238 milhões em 2014. Isso significa um crescimento de 75%, já que neste ano a estimativa é os jogos sociais movimentem US$ 136 milhões.  Atualmente, a receita média por usuário pagante de social game no Brasil é de US$ 1,87, cifra US$ 0,50 inferior à registrada nos Estados Unidos, o que representa uma oportunidade em potencial.

Para as desenvolvedoras de apps de games sociais as receitas podem ser oriundas da venda de expansão (novas fases/mundos/artifícios etc), vendas de bens virtuais dentro dos jogos, publicidade e outras. Já para as empresas/anunciantes, além de possibilitar o investimento em publicidade para gerar visibilidade, os jogos sociais podem ser usados pelas companhias como uma importante ferramenta de relacionamento com o usuário das redes sociais. Por meio de social games customizados, as empresas podem ampliar a interação com os users de social media e aumentar o engajamento destes com sua marca. No Facebook e no Orkut, por exemplo, os jogos sociais têm grande potencial para ampliar o acesso e interação dos users com a página da empresa.

Foto de marketingfacts.

Em 2015, metade das vendas pela web das empresas virão de mídias sociais e apps móveis

Lançar mão de estratégias de mobile commerce ou social commerce pode representar um importante canal alternativo de venda para as empresas. Inicialmente, tais planos podem ser considerados bastante inovadores no Brasil. Mas em um futuro próximo, essas iniciativas estarão totalmente integradas às estratégias comerciais de boa parte das companhias que mantêm vendas pela internet. Portanto, estudar o meio a partir de agora passa a ser importante para se adquirir conhecimento e aprendizado.

Um dado que aponta a importância do social commerce e mobile commerce foi mostrado pelo Gartner. Estudo da consultoria prevê que em 2015, 50% das vendas das empresas feitas pela internet serão provenientes de mídias sociais e aplicativos móveis. O Gartner observou que à medida que o número de celulares e smartphones for superando o de PCs, os consumidores passarão cada vez mais a utilizar navegadores de web e aplicativos móveis como as principais ferramentas de interação com as empresas.

Suprir essa demanda dos consumidores será muito importante para as companhias que vendem pela web. Portanto, no futuro tais empresas precisarão ter soluções de social e mobile commerce para oferecerem aos seus clientes canais além dos tradicionais. Essa demanda de compra por meio de aplicativos móveis e redes sociais é puxada pelo exponencial crescimento das mídias sociais e dos smartphones, avanços que tendem a se manter acelerados nos próximos anos.

Uma empresa que adotou social commerce no Brasil e pode ser estudada como exemplo para os demais entrantes é a varejista Magazine Luiza, que criou sua prória estratégia de venda pelas redes sociais. Batizada de Magazine Você, a loja virtual terá presença no Facebook e Orkut.

O modelo é que chama atenção. Cada usuário poderá criar sua própria loja virtual, com uma determinada lista de produtos, e sair vendendo estes pelo Facebook e Orkut. Os vendedores virtuais, ou consultores de vendas, receberão uma comissão por cada produto comercializado. O modelo é parecido com a venda de porta em porta muito utilizada pela Natura e Avon, com suas redes de consultoras de venda. Entretanto, como é no meio virtual, pode ser considerada venda clique a clique.

O Magazine Você está em fase beta no momento e a criação da loja virtual é permitida apenas para funcionários e parentes de funcionários. Num futuro breve, a expectativa é que isso seja estendido a mais usuários. Resta saber sobre os resultados obtidos pela empresa com tal iniciativa.

Receita mundial de mídias sociais triplicará até 2015

Foto: epsos

Uma coisa leva a outra, pelo menos geralmente. E isso mostra o mercado global de social media, que em pouco tempo conseguiu atingir um número expressivo de usuários e, consequentemente, uma receita consideravelmente relevante. A previsão é que tal mercado cresça 41,4% e movimente US$ 10,3 bilhões neste ano, segundo o Gartner. Uma quantia um tanto quanto expressiva, não?! O fato revela como o segmento de mídias sociais segue em expansão muito acelerada.

E essa tendência se manterá para os próximos, ao passo que a consultoria estima que o setor de social media faturará US$ 14,9 bilhões em 2012, alta de 44,6%. Mais expressiva ainda é a projeção que indica que a receita mundial gerada pelas mídias sociais alcançará US$ 29,1 bilhões em 2015, o que representa praticamente o triplo em relação a este ano e quase o dobro ante 2012.

Mas, de onde vem todo esse dinheiro. Bom, neste ano, R$ 5,5 bilhões serão oriundos de anúncios de publicidade realizados nas mídias sociais, fatia que repsonde por mais da metade do total. Em 2012, tal verba subirá para US$ 8,2 bilhões.

Já a receita atrelada aos games sociais inseridos nas redes sociais totalizará US$ 3,2 bilhões neste ano e US$ 4,5 bilhões em 2012. Essa é uma grande oportunidade para desenvolvedores, pois o segmento de social games está em franco avanço e a demanda ainda está latente por jogos bacanas. Por fim, o dinheiro vinculado a assinatura de serviços premium ofertados pelas mídias sociais – como é o caso do LinkedIn, que cobra por serviços mais avançados – gerará US$ 236 milhões neste ano e US$ 313 milhões em 2012.

Brasil traz maior oportunidade para marcas nas redes sociais

O Brasil representa, mais do que boa parte dos países, uma grande oportunidade em potencial para as empresas utilizarem as mídias sociais para ampliar sua visibilidade, aumentar o relacionamento e diálogo com o cliente, engajar os consumidores, melhorar sua imagem e, até, elevar vendas de seus produtos e serviços. Digo isso porque o brasileiro utiliza de maneira mais intensa as redes sociais e tem maior interesse por interagir e se comunicar com os outros e as marcas/empresas.

Esse fato é respaldado por números. Primeiramente, o Brasil é líder em audiência em mídias sociais segundo estudo da Experian Hitwise, que aponta que as redes sociais consumiram 18,9% do uso de internet no país em agosto. Com isso, o país ficou à frente de Cingapura (16,4), Estados Unidos (15,4%), França (15,1%), Índia (14%), Nova Zelândia (13,9%), Austrália (13,1%) e Reino Unido (12,2%).

Já a InSites Consulting revela que 86% dos internautas brasileiros têm perfis em redes sociais. Nestes quesito, o Brasil só perde para a Índia, onde tal taxa de penetração é de 88%. O mesmo relatório mostra ainda que no cada usuário de web do Brasil tem, em média, perfil em 3,1 mídias sociais, fazendo do país o terceiro maior do mundo no quesito, ficando atrás apenas de Índia (3,9) e China (3,4), mas à frente de Estados Unidos (2,1) e Europa (1,9). O Brasil também é segundo país do mundo com o maior número de pessoas com consciência sobre as redes sociais (97%). Veja o gráfico acima.

Além disso, 76% das pessoas que têm perfis em redes sociais no Brasil se logam diariamente, representatividade superior à registrada na China, Estados Unidos e Europa, onde estas são de 67%, 63% e 60%, respectivamente. Apenas a Índia está à frente do Brasil. A interação com as marcas/empresas nas redes sociais também é forte no Brasil. Por aqui,  55% dos usuários de social media seguem/são fãs de empresas nas mídias sociais, sendo que cada user segue, em média, 19 marcas/empresas. Tais números são maiores do que os da Europa (51% / 12,2) e muito próximos do cenário dos Estados Unidos (57% / 19,6).

Outro dado que ilustra esse maior potencial de relacionamento do usuário brasileiro de redes sociais é que 68% destes consultam informações sobre produtos/marcas nas redes, 76% reagem a tais informações e 60% postam sobre elas. Com isso, mais uma vez o Brasil fica acima dos Estados Unidos, onde teias parcelas são de 50%, 49% e 43%, respectivamente, e da Europa, cujas taxas são de 51%, 53% e 36%.

Portanto, atuar com social media no Brasil proporciona uma probabilidade mais significativa de se conseguir maior relacionamento com os usuários e consumidores na comparação com outros países. Mas, como de praxe, quero lembrar que para atuar no meio é necessário ter um entendimento deste e realizar um planejamento adequado, avaliando público-alvo, budget, número de canais a utilizar, conteúdos e formas de comunicação. Só a partir desse planejamento, que pode-se esperar resultados positivos. E lembre-se, atuar com social media requer paciência e o foco inicial deve ser na construção de relacionamento com os usuários/clientes.

Explosão: gastos com anúncios em social media quase dobrarão até 2013

As mídias sociais não crescem apenas no uso por consumidores e clientes e passam a chamar a atenção das empresas para além do foco de relacionamento, mas também como meio para se investir em anúncios de publicidade. Tanto que a expectativa é que o gastos com publicidade em social media quase dobrem na comparação deste ano com 2013.

Estudo da eMarketer mostrou que em 2011 os investimentos em anúncios nas redes sociais totalizem US$ 5,54 bilhões. Tal montante é 55,6% maior do que os US$ 3,56 bilhões de 2010, uma taxa de expansão para lá de relevante, certo?! Mas esse mercado continuará apresentando aumento acelerado e em 2012 e 2013 os gastos com publicidade em social media alcançarão US$ 8,04 bilhões e US$ 9,9 bilhões, respectivamente.

E o bicho papão dessa grana toda deve serão o Facebook. Somente neste ano, a rede de Mark Zuckerberg levará US$ 7 de cada US$ 10 dólares aplicados em anúncios em mídias sociais, é mole?! Mas faz sentido, já que, com seus 800 milhões de usuários, ela é a rede mais acessada do mundo, o que permite maior visibilidade para as empresas anunciantes. Twitter e LinkedIn ainda ficarão muito para trás nesta disputa.

Mas o Twitter está se movimentando para ampliar sua receita de publicidade, tanto que sinalizando seu grande comprometimento com a questão, a rede de microblog lançou recentemente o blog “twitter advertising” e a conta @TwitterAds.

Compilação de alguns números de social media

Vasculhando diversos sites sobre social media da nossa rica web para ler sobre social media, achei diversos números interessantes sobre mídias sociais de diferentes fontes. Estes podem ser úteis para diversas pessoas e empresas, portanto, achei bacana resumir algumas informações e colocá-las em um texto único.

Aí vamos nós.

– Mais de 1 bilhão de pessoas usam redes sociais, ou seja, 70% do número global de internautas, sendo que cerca de 600 milhões o fazem pelo menos uma vez ao dia (InSites Consulting)

– No Brasil, em média, cada user tem conta em 3,1 redes sociais. Nos Estados Unidos essa média é de 2,1, e de 1,9 na Europa, onde 50% dos usuários têm conta somente em uma rede social. Na Índia, por sua vez, essa média é de 3,9 (InSites Consulting)

– 60% dos usuários não querem utilizar uma nova rede social e 93% não pretendem sair da atual mídia social que usam. (InSites Consulting)

– menos de 50% dos users de social media estão conectados a marcas/empresas. 42% mantêm uma conversação mais intensa com a marca por meio de redes sociais. (InSites Consulting)

– 36% dos usuários postam conteúdo sobre as marcas nas redes sociais (InSites Consulting)

–  Usuário permanece logado 37 minutos em cada sessão no Facebook. No Twitter, esse tempo é de 22 minutos. (InSites Consulting)

– Cerca de 400 milhões de internautas usam o Facebook diariamente

– Paradoxo do Twitter: 80% dos internautas estão atentos/conhecem o Twitter, mas apenas 16% realmente o usam  (InSites Consulting)

– 81% dos usuários do Twitter seguem menos de 100 pessoas.

– Apesar do Twitter ter 100 milhões usuários ativos e 50 milhões que publicam diariamente, 50% dos tweets são publicados por 20 mil usuários

– No Brasil, 86% dos internautas ativos têm conta em alguma rede social, contra 76% nos Estados Unidos e 73% na Europa. Na Índia, esse índice é de 88%.

– 71% dos usuários brasileiros entram em alguma rede social diariamente. Taxas que ficam em 63%, nos Estados Unidos,  60%, na Europa, e 83%, na Índia

– 67% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut, 59% no Facebook e 34% no Twitter. O que fazem destas as três redes mais utilizadas no país. Nos Estados Unidos, o líder é o Facebook (70%), seguido pelo LinkedIn (22%) e Twitter (20%). Na Europa, por sua vez, o Facebook (62%) também está no topo, com o Twitter (16%) ficando em segundo. Por fim, Facebook (72%), Orkut (66%) e Twitter (41%) são os top 3. (InSites Consulting)

– Já a Nielsen aponta que 64,69% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut; 60,19%, no Facebook; 50,73%, no Blogger; 31,7%, no Twitter; e 28,3%, no WordPress. Nos Estados Unidos, 68,48% estão no Facebook; 22,5%, no Blogger; 13%, no Twitter; e 1023%, no Worpress.

Mashable

Mashable

– Nos Estados Unidos, os usuários gastam mais tempo no Facebook do que em qualquer outra rede. Em maio passaram 53.457.258 minutos on-line no Facebook. Depois vêm Blogger (723.796 minutos), Tumblr (623.525 minutos), Twitter (565.156 minutos) e LinkedIn (325.679 minutos). (Nielsen).

– Ainda no país norte-americano, 71% das empresas têm Facebook, 51% têm Twitter, 50% fazem uso do Blogger e 33%, do Youtube. Além disso, atualmente por lá 39% das companhias usam blogs para campanhas de marketing, parcela que deve subir para 43% no ano que vem.

– Cerca de 49%, 50% das pessoas que têm conta no Twitter, nunca, ou raramente, usam seu perfil. Assim, dos atuais 200 milhões de internautas cadastrados no Twitter globalmente, apenas 100 milhões postam algo ao menos uma vês por mês. Sendo que apenas 50 milhões utilizam o Twitter diariamente.

– Nos Estados Unidos, pesquisa com usuários do Twitter apontou que 25% dos respondentes veem Promoted Tweets se considerarem que este é relevante para si. 21,4% disseram que já receberam descontos de Promoted Tweets. Além disso, 14% apontaram que já deram retweet em Promoted Tweets. O mesmo estudo apontou que 30,6% dos entrevistados afirmaram seguir entre 1 e 5 marcas/empresas no Twitter. Já 19,6%, disseram que seguem de 6 a 10, e 17,8%, de 11 a 20. Por fim, 9,8% declararam que seguem de 21 a 30; 3,4%, de 31 a 50; e 8,2%, comentaram que seguem mais de 51 marcas/empresas. (Lab42)


– Usuários norte americanos de redes sociais têm maior propensão a se relacionar com suas marcas/empresas favoritas pelo Facebook, onde 34% dizem fazer isso. No Twitter, essa parcela é de apenas 4%, em Blogs também é de 4%, e no LinkedIn, de 1%. Além disso, 33% dos usuários do Facebook são fãs, ou seja, “curtem”/“curtiram” entre 1 e 2 páginas de empresas/marcas; 25%, entre 3 e 4; 20%, de 5 a 9; e 22% mais de 10.

Destes fãs, 58% disseram que o são por serem clientes da empresa, 57% citaram que são fãs porque receberam algum tipo de desconto ou promoção da companhia, 41% para mostrar a outros usuários que ele gosta da marca/empresa, 31% para saber sobre novidades da marca/empresa, e 31% para ganhar acesso a conteúdos exclusivos.  77% disseram que a forma de interação com as fan pages envolve apenas a leitura dos posts, feed de notícias e ofertas da marca. Somente 17% comentaram que compartilham experiências e histórias com outros sobre a marca e apenas 13% fazem algum post sobre a marca/empresa.  Já 17%, afirmaram que não fazem nada. (CMB Consumer Pulse e Constant Contact)

– Estudo realizado pela DDB Paris e OpinionWay em sete países (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Turquia e Malásia) apontou que dois de cada cinco usuários do Facebook dão “unlinked” nas páginas de empresas. Entre as principais razões foram citadas pelos respondentes: a informação disponibilizada não foi interessante (46%), informação foi publicada muitas vezes (36%), a empresa publicou algo que não gostei (27%), e as informações foram publicadas nãos muitas vezes o suficiente, ou seja, baixa atividade (14%).

– 80% dos usuários dos Estados Unidos de redes sociais disseram que preferem o Facebook para se conectar/interagir com as empresas, contra apenas 6% que preferem o Twitter e 3%, o Linkedin. (Edison Research and Arbitron found)

– Mundialmente, pesquisa realizada com usuários do Facebook que são fã de páginas revelou que 61% destes disseram que sua intenção de compra de produtos da marca/empresa não se alterou pelo fato de ser fã. Por outro lado, 36% afirmaram que sua intenção de compra de produtos/serviços de determinada marca aumentou quando passou a ser fã dela no Facebook. 3% pontuaram que a intenção de compra diminuiu. (eMarketer)

Pequenas empresas também podem ter benefícios com estratégias de social media

Crowdspring

Quem pensa que estratégias de mídias sociais só servem para empresas de grande porte, está bastante enganado. Elas também representam grande potencial para relacionamento e engajamento dos clientes para companhias de pequeno porte. Essa percepção já é forte nos Estados Unidos, onde o número de pequenas empresas que adotaram estratégias de social media dobrou entre 2009 e 2010.

Segundo dados da Crowdspring, 61% das pequenas empresas estão utilizando mídias sociais para atrair novos clientes e 75% têm pagina corporativa em algum site de relacionamento. Além disso, 45% destas pequenas empresas que usam social media esperam que suas atividades em mídias sociais gerem retorno financeiro nos próximos 12 meses.

O Facebook é a plataforma mais utilizada, sendo citada por 28% das empesas que já atuam com social media. O LinkedIn apareceu em segundo, mencionado por 18%, seguido por blogs (8%), serviços de localização (8%) e Twitter (7%). Um dado interessante revelado pelo levantamento, é que 50% das pequenas empresas que adotaram a estratégia obtiveram sucesso em se conectar com novos clientes por meio das redes sociais.

Tais dados deixam claro que as pequenas empresas também podem se beneficiar de estratégias de social media e que aquelas que ainda não adotaram estão perdendo uma grande oportunidade em potencial para aumentar sua visibilidade e conquistar relacionamento com novos clientes.

Medir engajamento, relevância e influência é importante para estratégias de social media

By agomezig

Entender sobre quais métricas usar para medir o real retorno das ações de social media é muito importante para as empresas. Audiência continua sendo a métrica mais utilizada. Mas isso apenas não basta e a análise da audiência, sozinha, não consegue produzir uma métrica fiel para se mensurar resultados. É necessário dar atenção para as questões de relevância, engajamento e influência, e também considerá-las métricas extremamente importantes para a análise do retorno sobre estratégias de mídias sociais.

Análise da MDG Advertising nos Estados Unidos apontou que o tráfego do site é a principal métrica analisada pelos profissionais de marketing das empresas, seguida pela taxa de conversação, citadas por 68% e 66%, respectivamente. Número de fãs/seguidores/membros e número de menções positivas de clientes sobre a marca/empresa vêm logo atrás, ambas sendo comentadas por 63%. Número de colaboradores (50%), receita (50%), page views (43%), números de posts (42%) e menções sobe a marca/empresa foram outras métricas pontuadas. Estudo da eMarketer revelou mais ou menos o mesmo cenário. Com a questão de page views (52,2%) no topo do ranking de métricas usadas. Depois dela vêm visitas repetidas (34,9%), número de seguidores/fãs (34,1%), taxa de conversação – mensagens do usuário para a empresa – (29,3%) e menções da marca/empresa (20,5%).

Outro dado relevante da análise da MDG Advertising é que 96% dos executivos de marketing entrevistados disseram que estão começando a olhar para além de metas de vendas e métricas de web para mensurar o valor das ações realizadas nas mídias sociais. Na lista das redes que mais trazem retorno, o Facebook aparece na dianteira, seguido pelo Twitter. Blog próprio da empresa/marca, LikedIn, e participação em um blog ou fórum da indústria de atuação da empresa, também garantem retornos, segundo os profissionais de marketing.



Apesar da audiência ser um item importante para se mensurar o retorno das ações nas redes sociais, relevância, engajamento e influência devem receber a mesma importância. Os pontos quantitativos – estatísticas como o número de fãs, visitas e menções – são fundamentais para analisar os resultados, mas questões qualitativas também são relevantes e podem ser consideradas como diferenciais. Ou seja, deve se avaliar o capital humano. A relevância é obtida quando se atinge o público-alvo estabelecido. Ou seja, nada adianta para uma empresa/marca de automóveis ter 100 mil seguidores/fãs, se 90% destes forem menores de 16, 18 anos.

O engajamento, por sua vez, é uma métrica que começa a ser utilizada de maneira bastante intensa, batizada de ROE (retorno sobre engajamento). O engajamento acontece quando os consumidores/usuários ficam comprometidos com sua marca, se tornando fiéis escudeiros dela – advogados –  e a defendendo nas redes sociais por meio de comentários positivos. Quando se consegue engajar o usuário, aumentam as chances de torná-lo fiel e leal à marca na questão de consumo. Entretanto, esse processo deve ser realizado com calma e paciência.

A influência está atrelada ao dois temas citados acima. Para uma marca/produto o que mais importa não é número total de seguidores/fãs, mas sim o percentual deste que representa seu público-alvo. Uma marca/companhia será mais influente nas redes sociais quanto maior for o número de seguidores/fãs do seu público-alvo e maior o engajamento destes com a marca. Por exemplo, que é mais influente, a marca de automóveis A, que tem 100 mil seguidores , dos quais apenas 20% têm entre 18 e 45 anos, ou a marca de carro B, que tem 50 mil seguidores, sendo 80% destes com idade entre 18 e 45 anos?! Entendeu?!. Assim, uma estratégia ou campanha de social media terá resultados mais positivos quanto maior for a conquista de seguidores do público-alvo e o engajamento destes. Pois esses pontos são aqueles que poderão impactar positivamente as vendas e a fidelidade junto a marca.

Essa reflexão ainda pode ser melhor realizada no mercado. Até porque as questões estatísticas, como número de seguidores/fãs, visitas, atualmente são utilizadas como métricas principais, e a análise sobre essa base de fãs/seguidores é ainda uma prática não intensamente utilizada em algumas empresas. Entretanto, a questão da influência e do engajamento, principalmente dos usuários do público-alvo da empresa/marca, devem ser colocadas também como métricas prioritárias, pois são elas que realmente proporcionarão possíveis lucros financeiros às empresas.

Gostaria de frisar que o número de seguidores/fãs, visitas, menções, são, sim, métricas muito relevantes para analisar o retorno das ações realizadas nas redes sociais. Mas pondero que as questões da influência e relevância também são determinantes para mensurar a obtenção dos resultados e devem receber a mesma atenção. Para determiná-las, é necessária uma análise qualitativa da base de seguidores/fãs.



Quanto investir em estratégias de social media?!

Quanto investir em ações nas mídias sociais? Essa é uma das principais dúvidas que paira no momento de decidir sobre uma estratégia de social media, principalmente pelo fato de ainda não ser fácil mensurar totalmente o real retorno sobre o investimento (ROI).

Estudo da Fuqua School of Business da Duke University, encomendado pela American Marketing e realizado em agosto deste ano, mostrou que atualmente as empresas dos Estados Unidos investem 7,1% do seu orçamento de marketing em social media.

O relatório apontou ainda que os respondentes disseram que nos próximos 12 meses essa parcela deve saltar para 10,1%. Já nos próximos cinco anos, a expectativa das empresas é que os aportes em estratégias de mídias sociais irão consumir 17,5% do seu budget de marketing. Claro que não podemos apenas replicar isso no Brasil, mas serve de parâmetro para aquelas empresas que ainda têm dúvida de quanto investir em social media. O real investimento dependerá dos objetivos e da amplitude da estratégia de social media em si.

Vale ressaltar que o Brasil conta com 30,9 milhões de usuários únicos do Facebook, 29 milhões do Orkut, e 14,2 milhões do Twitter, números que representam 68%, 64% e 31,3% dos usuários ativos de internet em casa ou no trabalho, segundo pesquisa do Ibope. Os números são bastante relevantes e representam grande potencial de atuação, principalmente no que tange a relacionamento e engajamento.