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Facebook supera Orkut em tempo médio de uso no Brasil

O Facebook ainda não ultrapassou o Orkut em número de usuários e nem de visitas no Brasil, mas já passou a ser mais utilizado em termos de tempo por usuário. Isso porque o tempo médio mensal gasto por usuário no Facebook no país superou pela primeira vez, em novembro deste ano, o tempo que o user do Orkut fica on-line por mês na rede social.

No penúltimo mês deste ano, os usuários do Facebook permaneceram online, em média, 20 horas e 59 minutos, enquanto que os users do Orkut navegaram na rede do Google, em média, 19 horas e 59 minutos em novembro, segundo dados da Experian Hitwise. Em outubro tais tempos ficaram em 20 horas e 33 minutos e em 22 horas e 44 minutos, respectivamente. No Twitter, o tempo média mensal gasto por usuário em novembro foi de 14 horas e 26 minutos, enquanto no Google+ totalizou 5 horas e 33 minutos, e no LinkedIn, 7 horas e 11 minutos. Esse maior tempo de uso do Facebook em relação ao Orkut é uma tendência e essa diferença deve aumentar nos próximos meses. Isso ocorre por dois motivos. Primeiro, devido ao avanço no número de usuários do Facebook, fato que permite uma maior interação e relacionamento entre os users, o que repercute em maior tempo de uso. Segundo, devido a serviços e aplicativos existentes dentro do Facebook, em número cada vez superior, que acabam por prender mais o usuário na rede.

No que tange a audiência, entretanto, o Orkut manteve a liderança no Brasil, respondendo por 35,44% de todas visitas realizadas nas redes sociais. Tal parcela representou queda de 2,97 pontos percentuais em relação aos 37,41% de outubro, e de 21,96 pontos percentuais na comparação com novembro de 2010. O Facebook fez o caminho inverso e sua representatividade cresceu 2,18 pontos percentuais ante outubro e 24,13 pontos percentuais frente a novembro de 2010, alcançando 29,68% no mês de novembro deste ano no país.

O Youtube apareceu no terceiro lugar do ranking de share de visitas em novembro, com participação de 18,26%. Já o Twitter ocupou o quinto lugar em audiência, respondendo por apenas 2,47% do total. Entretanto, essa participação do Twitter é impactada pelo fato de grande parte dos acesso à rede de microblog ser realizado por meio de aplicativos móveis ou aplicativos como Tweetdeck, HoostSuite e Seesmic.  O LinkedIn, por sua vez, figurou somente na 14ª posição, com 0,18% de market share de visitas a redes sociais no Brasil.

Em 2015, metade das vendas pela web das empresas virão de mídias sociais e apps móveis

Lançar mão de estratégias de mobile commerce ou social commerce pode representar um importante canal alternativo de venda para as empresas. Inicialmente, tais planos podem ser considerados bastante inovadores no Brasil. Mas em um futuro próximo, essas iniciativas estarão totalmente integradas às estratégias comerciais de boa parte das companhias que mantêm vendas pela internet. Portanto, estudar o meio a partir de agora passa a ser importante para se adquirir conhecimento e aprendizado.

Um dado que aponta a importância do social commerce e mobile commerce foi mostrado pelo Gartner. Estudo da consultoria prevê que em 2015, 50% das vendas das empresas feitas pela internet serão provenientes de mídias sociais e aplicativos móveis. O Gartner observou que à medida que o número de celulares e smartphones for superando o de PCs, os consumidores passarão cada vez mais a utilizar navegadores de web e aplicativos móveis como as principais ferramentas de interação com as empresas.

Suprir essa demanda dos consumidores será muito importante para as companhias que vendem pela web. Portanto, no futuro tais empresas precisarão ter soluções de social e mobile commerce para oferecerem aos seus clientes canais além dos tradicionais. Essa demanda de compra por meio de aplicativos móveis e redes sociais é puxada pelo exponencial crescimento das mídias sociais e dos smartphones, avanços que tendem a se manter acelerados nos próximos anos.

Uma empresa que adotou social commerce no Brasil e pode ser estudada como exemplo para os demais entrantes é a varejista Magazine Luiza, que criou sua prória estratégia de venda pelas redes sociais. Batizada de Magazine Você, a loja virtual terá presença no Facebook e Orkut.

O modelo é que chama atenção. Cada usuário poderá criar sua própria loja virtual, com uma determinada lista de produtos, e sair vendendo estes pelo Facebook e Orkut. Os vendedores virtuais, ou consultores de vendas, receberão uma comissão por cada produto comercializado. O modelo é parecido com a venda de porta em porta muito utilizada pela Natura e Avon, com suas redes de consultoras de venda. Entretanto, como é no meio virtual, pode ser considerada venda clique a clique.

O Magazine Você está em fase beta no momento e a criação da loja virtual é permitida apenas para funcionários e parentes de funcionários. Num futuro breve, a expectativa é que isso seja estendido a mais usuários. Resta saber sobre os resultados obtidos pela empresa com tal iniciativa.

Compilação de alguns números de social media

Vasculhando diversos sites sobre social media da nossa rica web para ler sobre social media, achei diversos números interessantes sobre mídias sociais de diferentes fontes. Estes podem ser úteis para diversas pessoas e empresas, portanto, achei bacana resumir algumas informações e colocá-las em um texto único.

Aí vamos nós.

– Mais de 1 bilhão de pessoas usam redes sociais, ou seja, 70% do número global de internautas, sendo que cerca de 600 milhões o fazem pelo menos uma vez ao dia (InSites Consulting)

– No Brasil, em média, cada user tem conta em 3,1 redes sociais. Nos Estados Unidos essa média é de 2,1, e de 1,9 na Europa, onde 50% dos usuários têm conta somente em uma rede social. Na Índia, por sua vez, essa média é de 3,9 (InSites Consulting)

– 60% dos usuários não querem utilizar uma nova rede social e 93% não pretendem sair da atual mídia social que usam. (InSites Consulting)

– menos de 50% dos users de social media estão conectados a marcas/empresas. 42% mantêm uma conversação mais intensa com a marca por meio de redes sociais. (InSites Consulting)

– 36% dos usuários postam conteúdo sobre as marcas nas redes sociais (InSites Consulting)

–  Usuário permanece logado 37 minutos em cada sessão no Facebook. No Twitter, esse tempo é de 22 minutos. (InSites Consulting)

– Cerca de 400 milhões de internautas usam o Facebook diariamente

– Paradoxo do Twitter: 80% dos internautas estão atentos/conhecem o Twitter, mas apenas 16% realmente o usam  (InSites Consulting)

– 81% dos usuários do Twitter seguem menos de 100 pessoas.

– Apesar do Twitter ter 100 milhões usuários ativos e 50 milhões que publicam diariamente, 50% dos tweets são publicados por 20 mil usuários

– No Brasil, 86% dos internautas ativos têm conta em alguma rede social, contra 76% nos Estados Unidos e 73% na Europa. Na Índia, esse índice é de 88%.

– 71% dos usuários brasileiros entram em alguma rede social diariamente. Taxas que ficam em 63%, nos Estados Unidos,  60%, na Europa, e 83%, na Índia

– 67% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut, 59% no Facebook e 34% no Twitter. O que fazem destas as três redes mais utilizadas no país. Nos Estados Unidos, o líder é o Facebook (70%), seguido pelo LinkedIn (22%) e Twitter (20%). Na Europa, por sua vez, o Facebook (62%) também está no topo, com o Twitter (16%) ficando em segundo. Por fim, Facebook (72%), Orkut (66%) e Twitter (41%) são os top 3. (InSites Consulting)

– Já a Nielsen aponta que 64,69% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut; 60,19%, no Facebook; 50,73%, no Blogger; 31,7%, no Twitter; e 28,3%, no WordPress. Nos Estados Unidos, 68,48% estão no Facebook; 22,5%, no Blogger; 13%, no Twitter; e 1023%, no Worpress.

Mashable

Mashable

– Nos Estados Unidos, os usuários gastam mais tempo no Facebook do que em qualquer outra rede. Em maio passaram 53.457.258 minutos on-line no Facebook. Depois vêm Blogger (723.796 minutos), Tumblr (623.525 minutos), Twitter (565.156 minutos) e LinkedIn (325.679 minutos). (Nielsen).

– Ainda no país norte-americano, 71% das empresas têm Facebook, 51% têm Twitter, 50% fazem uso do Blogger e 33%, do Youtube. Além disso, atualmente por lá 39% das companhias usam blogs para campanhas de marketing, parcela que deve subir para 43% no ano que vem.

– Cerca de 49%, 50% das pessoas que têm conta no Twitter, nunca, ou raramente, usam seu perfil. Assim, dos atuais 200 milhões de internautas cadastrados no Twitter globalmente, apenas 100 milhões postam algo ao menos uma vês por mês. Sendo que apenas 50 milhões utilizam o Twitter diariamente.

– Nos Estados Unidos, pesquisa com usuários do Twitter apontou que 25% dos respondentes veem Promoted Tweets se considerarem que este é relevante para si. 21,4% disseram que já receberam descontos de Promoted Tweets. Além disso, 14% apontaram que já deram retweet em Promoted Tweets. O mesmo estudo apontou que 30,6% dos entrevistados afirmaram seguir entre 1 e 5 marcas/empresas no Twitter. Já 19,6%, disseram que seguem de 6 a 10, e 17,8%, de 11 a 20. Por fim, 9,8% declararam que seguem de 21 a 30; 3,4%, de 31 a 50; e 8,2%, comentaram que seguem mais de 51 marcas/empresas. (Lab42)


– Usuários norte americanos de redes sociais têm maior propensão a se relacionar com suas marcas/empresas favoritas pelo Facebook, onde 34% dizem fazer isso. No Twitter, essa parcela é de apenas 4%, em Blogs também é de 4%, e no LinkedIn, de 1%. Além disso, 33% dos usuários do Facebook são fãs, ou seja, “curtem”/“curtiram” entre 1 e 2 páginas de empresas/marcas; 25%, entre 3 e 4; 20%, de 5 a 9; e 22% mais de 10.

Destes fãs, 58% disseram que o são por serem clientes da empresa, 57% citaram que são fãs porque receberam algum tipo de desconto ou promoção da companhia, 41% para mostrar a outros usuários que ele gosta da marca/empresa, 31% para saber sobre novidades da marca/empresa, e 31% para ganhar acesso a conteúdos exclusivos.  77% disseram que a forma de interação com as fan pages envolve apenas a leitura dos posts, feed de notícias e ofertas da marca. Somente 17% comentaram que compartilham experiências e histórias com outros sobre a marca e apenas 13% fazem algum post sobre a marca/empresa.  Já 17%, afirmaram que não fazem nada. (CMB Consumer Pulse e Constant Contact)

– Estudo realizado pela DDB Paris e OpinionWay em sete países (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Turquia e Malásia) apontou que dois de cada cinco usuários do Facebook dão “unlinked” nas páginas de empresas. Entre as principais razões foram citadas pelos respondentes: a informação disponibilizada não foi interessante (46%), informação foi publicada muitas vezes (36%), a empresa publicou algo que não gostei (27%), e as informações foram publicadas nãos muitas vezes o suficiente, ou seja, baixa atividade (14%).

– 80% dos usuários dos Estados Unidos de redes sociais disseram que preferem o Facebook para se conectar/interagir com as empresas, contra apenas 6% que preferem o Twitter e 3%, o Linkedin. (Edison Research and Arbitron found)

– Mundialmente, pesquisa realizada com usuários do Facebook que são fã de páginas revelou que 61% destes disseram que sua intenção de compra de produtos da marca/empresa não se alterou pelo fato de ser fã. Por outro lado, 36% afirmaram que sua intenção de compra de produtos/serviços de determinada marca aumentou quando passou a ser fã dela no Facebook. 3% pontuaram que a intenção de compra diminuiu. (eMarketer)

Brasil é líder em audiência de redes sociais: o que você está esperando?

O Brasil é o país do mundo com a maior audiência de redes sociais. Por aqui, 18,9% do tempo online dos usuários foi usado em  sites de relacionamento em agosto, mostrou estudo da Experian Hitwise. O dado revela que é de suma importância para as empresas e marcas estarem presentes nas redes sociais para se relacionar com seus clientes e aproveitar as oportunidades do meio para realizar relacionamento, engajamento, influência, e num futuro, oportunidade de conquistar  novos clientes e vendas. Dessa forma, a empresa que ainda não tem estratégia de  social media deve começar urgentemente a iniciar um planejamento para atuar no meio. Mas friso a palavra planejamento – como já menciona em um post anterior – , não adianta entrar por entrar, sem um plano estratégico definido. Apesar de ser necessária, essa adoção de social media tem que ser muito bem planejada,estar ligada às diretrizes e foco da empresa, e ser implantada por meio de fases para gerar resultados positivos. Isso porque a atuação com mídias sociais requer aprendizado.

Estar presente nas redes sociais é uma necessidade das empresas, pois apesar da sua marca ter conta ou não nas redes, ela está sendo assunto nestas. Dessa forma, realizar o monitoramento, ao menos, é uma obrigação no atual status quo. O consumidor é ávido por relacionamento e quer se comunicar com as empresas, mas à sua maneira. Hoje, ele quer uma comunicação de mão dupla – ouvir e ser ouvido –, porque as redes sociais permitem isso. Além disso, quer uma comunicação personalizada e interativa, não baseada em textos padronizados. Portanto, proporcionar esse canal de comunicação é questão de sobrevivência no mundo virtual. As mídias sociais podem ser consideradas uma quebra de paradigma no modelo de comunicação entre empresas e consumidores. E se adaptar a essa era das redes sociais e dos consumidores 3.0 já deixou de ser um diferencial e se tornou necessário.

Para se ter uma ideia da importância do uso de redes sociais no Brasil, a audiência destas no país ficou à frente de países como  Cingapura, onde 16,4% do uso de internet foi atrelado a redes sociais em agosto, Estados Unidos (15,4%), França (15,1%), Índia (14%), Nova Zelândia (13,9%), Austrália (13,1%) e Reino Unido (12,2%). Já quando analisado o tempo médio gasto pelo usuário em redes sociais, o Brasil ocupou a oitava posição no ranking, sendo que em agosto cada user brasileiro permaneceu logado, em média, 18m19s por sessão. A líder nesse quesito foi a Nova Zelândia (30m31s), seguida pela Austrália (26m27s), Reino Unido (25m33s), França (21m53s), Estados Unidos (20m46s) e Índia (20m21s). A liderança nesse quesito ficou com Cingapura, com 38m46s.

O estudo apontou que o Orkut foi a rede social com maior audiência no Brasil em agosto, respondendo por 42,88% do total de visitas a sites de relacionamento, enquanto o Facebook fechou o período com representatividade de 19,71%. O resultado revela uma acelerada queda na diferença entre ambas, ao passo que em agosto de 2010 a parcela do Orkut era de 61,61% e a do Facebook, de apenas 3,34%. Somente em relação ao mês de junho, quando seu market share era de 46,11%, o Orkut registrou queda de 3,23 pontos percentuais, ao passo que o Facebook, que tinha 18,24%, elevou sua quota em 1,47 ponto percentual. A participação do Twitter sobre o total de visitas a redes sociais, por sua vez, ficou em 3,33% em agosto deste ano, contra 3,05% de julho e 2,59% de agosto de 2010. Já o tempo médio gasto por sessão pelos usuários foi de 21m50s no Orkut, de 18 m19s no Facebook e de 16m13s no Twitter, números muito próximos.

Divulgação

Mas como decidir em qual rede atuar? Os números acima podem auxiliar fortemente a sua decisão. Mas, antes de qualquer coisa, é necessário a empresa ter claramente qual seu público-alvo, pois isso vai delimitar em quais redes estar presente. Os dados da Experian deixam claro que, além do Facebook e Twitter, o Orkut ainda deve ser considerado como rede prioritária nas estratégias de social media das empresas, desde que o site de relacionamento do Google ainda tenha usuários do seu público-alvo (isso deve ser analisado).

Apesar da diferença de audiência entre ela e o Facebook, vale ressaltar que boa parte dos usuários do segundo ainda mantém conta ativa no primeiro. Os números indicam que a tendência é que o Facebook ultrapasse o Orkut no Brasil no curto-médio prazo, mas a migração de pessoas da classe C e mais baixas deve ocorrer muito mais lentamente, o que ainda fará da rede social do Google um ponto importante da estratégia de social media de diversas empresas, dependendo do seu público alvo.

Mas uma estratégia de social media pode ir além destas três redes mais comuns. Analisar o crescimento do Google+ é um ponto importante, principalmente agora que o cadastramento foi aberto ao público. Tumblr, Instagram, Youtube, Flickr, Foursquare, Formspring, entre outras, também têm seu potencial, dependendo do foco da estratégia e do público-alvo.

Quanto investir em estratégias de social media?!

Quanto investir em ações nas mídias sociais? Essa é uma das principais dúvidas que paira no momento de decidir sobre uma estratégia de social media, principalmente pelo fato de ainda não ser fácil mensurar totalmente o real retorno sobre o investimento (ROI).

Estudo da Fuqua School of Business da Duke University, encomendado pela American Marketing e realizado em agosto deste ano, mostrou que atualmente as empresas dos Estados Unidos investem 7,1% do seu orçamento de marketing em social media.

O relatório apontou ainda que os respondentes disseram que nos próximos 12 meses essa parcela deve saltar para 10,1%. Já nos próximos cinco anos, a expectativa das empresas é que os aportes em estratégias de mídias sociais irão consumir 17,5% do seu budget de marketing. Claro que não podemos apenas replicar isso no Brasil, mas serve de parâmetro para aquelas empresas que ainda têm dúvida de quanto investir em social media. O real investimento dependerá dos objetivos e da amplitude da estratégia de social media em si.

Vale ressaltar que o Brasil conta com 30,9 milhões de usuários únicos do Facebook, 29 milhões do Orkut, e 14,2 milhões do Twitter, números que representam 68%, 64% e 31,3% dos usuários ativos de internet em casa ou no trabalho, segundo pesquisa do Ibope. Os números são bastante relevantes e representam grande potencial de atuação, principalmente no que tange a relacionamento e engajamento.

Dicas básicas para criação de uma estratégia de social media

Estar presente nas redes sociais se tornou uma necessidade para as empresas que lidam diretamente com o consumidor. As pessoas estão cada vez mais presentes nas redes sociais, onde têm liberdade para dizerem o que pensam e da maneira que desejarem. As redes sociais ampliaram os meios pelos quais os clientes podem reclamar e/ou elogiar marcas, produtos, empresas, entre outros.

Dessa forma, monitorar as redes sociais para, ao menos, saber o que as pessoas estão falando sobre sua marca ou produto é de extrema relevância para o novo status quo do social media. Mas além do monitoramento, utilizar as redes sociais para manter um relacionamento e comunicação com seus consumidores também se faz necessário. Essa estratégia tem que ser planejada e realizada passo a passo, para garantir o aprendizado e o sucesso. O principal objetivo inicial em uma estratégia de social media deve ser buscar o relacionamento, relevância, engajamento e influência com as pessoas, sejam clientes ou potenciais clientes. Paciência também pode ser considerada uma palavra de ordem nesse processo de engajamento e em estratégias de social media.

Diversas oportunidades podem surgir dessa interação. Descobrir os desejos dos consumidores, analisar o feedback de possíveis novos produtos, gerar o engajamento pela marca buscando a fidelidade e descobrir novas ideias para desenvolvimento de produtos e serviços, são apenas alguns exemplos do potencial existente nas redes sociais.

Entretanto, para atuar no meio de social media, a primeira palavra-chave para as empresas é planejamento. Entrar apenas para marcar presença pode resultar em resultados negativos. É imprescindível que a estratégia de social media seja planejada, baseando-se em objetivos definidos. Para tanto, deve-se definir o público-alvo com o qual quer manter relacionamento, definir as redes sociais que serão utilizadas, estimar os investimentos pretendidos e, antes de iniciar, estudar o meio e enetender suas características. Como citado acima, o primeiro foco de uma estratégia deve ser o relacionamento, para depois se buscar o engajamento e influência. Somente a partir desse momento que pode-se começar a pensar em novas oportunidades, como as de negócios.

 Outro fato importante: antes de iniciar sua presença no mundo de social media, as empresas precisam estar preparadas para atuar no meio.  Assim, quanto mais as ideias de mídias sociais e colaboração estiverem inseridas dentro da empresa e no seu ambiente, melhor será sua estratégia de redes sociais. É preciso definir em quais meios e plataformas usar, de acordo com seu público-alvo. Basicamente, dependo do público que se pretende atingir, Fabeook, Twitter e Orkut são necessários para o atual status quo, principalmente os dois primeiros. Além deles, Youtube e Flickr, são comumentes usados, o Foursquare representa interessantes oportunidades. O aumento da visibilidade do Google+ já é relevante, fato que torna de suma importância para as empresas passaram a analisar o desenvolvimento da nova rede social do Google pensando em uma possível atuação nesta. Plataformas de blog também são um importante canal de colaboração e interação, principalmente para algumas campanhas ou se pretende colocar algum determinado assunto de interesse em evidência.

Alguns pontos são obrigatórios para as estratégias de mídias sociais das empresas. A primeira é divulgar conteúdo relevante para os usuários. Não adianta querer trabalhar apenas com promoções e anúncios. Ou seja, aborde sobre assuntos que referem-se ao mercado em que atua, mas de maneira macro e que tenham importância e chamem a atenção dos consumidores. Assuntos que sejam de grande interesse do público, que podem ser transmitidos por meio de notícias, opiniões, vídeos, entre outos. Exemplo, um fabricante de artigos esportivos com foco em futebol pode publicar sobre assuntos do meio, como acompanhamento em tempo real dos jogos, notícias sobre os resultados, vídeos dos gols da rodada. Se comunicar com os usuários por meio de assuntos gerais, como culturais, ou sobre temas pouco relacionados também é uma estratégia interessante para atrair seguidores/fãs.

Para atuar nas redes sociais, também é necessário respeitar as características do meio e se adaptar a elas. A questão da linguagem é outro ponto que precisa ser levado em consideração. Algumas empresas usam mensagens padronizadas nas mídias sociais, isso representa um erro, pois o meio é dinâmico e tem linguagem própria. Por isso, deve-se manter a linguagem de comunicação mais próxima possível da utilizada pelos usuários.

Por último, a atuação das empresas nas redes sociais tem que seguir a dinâmica do meio. Estar presente e não acompanhar a velocidade de comunicação e demanda dos usuários pode resultar em problemas de relacionamento e menor engajamento. Portanto, é importante manter uma atividade dinâmica e seguir a demanda dos consumidores, ou seja, manter uma comunicação efetiva e ágil com o consumidor/usuário, respondendo suas perguntas e comentários no menor tempo possível.