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Número de usuários “móveis” de mídias sociais dobrará até 2016

A mobilidade já é o presente e será cada vez mais o futuro das mídias sociais. O acesso às redes sociais por meio de dispositivos móveis como smartphones e tablets cada vez mais será superior ao realizado por meio de PCs. Estudos apontam que atualmente os usuários “móveis” de social media, ou seja, aqueles que detêm smartphones ou tablets, são duas vezes mais ativos do que um usuário que não tem smartphone.

Além disso, o número de usuários “móveis” de redes sociais dobrará nos próximos cinco anos, saltando dos 650 milhões deste ano para 1,3 bilhão até 2016, o que representa mais do que o total de usuários de mídias sociais atualmente – englobando todas as plataformas –, revelou estudo da Juniper Research.  Essa explosão da utilização de social media via aparelhos móveis é puxada pelas aplicações de geolocalização.

Diante desse cenário, se já era importante para as companhias pensarem na criação de conteúdo para dispositivos móveis e para social media, agora é necessário planejar tais conteúdos de maneira unificada ou integrada, pois estas plataformas mais do que nunca serão totalmente integradas.

Os sistemas mais utilizados em smartphones como o iOS (iPhone), da Apple, e o Android, do Google,  já contam praticamente com aplicativos de todas as grandes redes sociais, como Facebook, Twitter, Youtube, LinkedIn, Google+, Foursquare, Tumblr e Instagram (este ainda não está disponível para Android).

Receita mundial de mídias sociais triplicará até 2015

Foto: epsos

Uma coisa leva a outra, pelo menos geralmente. E isso mostra o mercado global de social media, que em pouco tempo conseguiu atingir um número expressivo de usuários e, consequentemente, uma receita consideravelmente relevante. A previsão é que tal mercado cresça 41,4% e movimente US$ 10,3 bilhões neste ano, segundo o Gartner. Uma quantia um tanto quanto expressiva, não?! O fato revela como o segmento de mídias sociais segue em expansão muito acelerada.

E essa tendência se manterá para os próximos, ao passo que a consultoria estima que o setor de social media faturará US$ 14,9 bilhões em 2012, alta de 44,6%. Mais expressiva ainda é a projeção que indica que a receita mundial gerada pelas mídias sociais alcançará US$ 29,1 bilhões em 2015, o que representa praticamente o triplo em relação a este ano e quase o dobro ante 2012.

Mas, de onde vem todo esse dinheiro. Bom, neste ano, R$ 5,5 bilhões serão oriundos de anúncios de publicidade realizados nas mídias sociais, fatia que repsonde por mais da metade do total. Em 2012, tal verba subirá para US$ 8,2 bilhões.

Já a receita atrelada aos games sociais inseridos nas redes sociais totalizará US$ 3,2 bilhões neste ano e US$ 4,5 bilhões em 2012. Essa é uma grande oportunidade para desenvolvedores, pois o segmento de social games está em franco avanço e a demanda ainda está latente por jogos bacanas. Por fim, o dinheiro vinculado a assinatura de serviços premium ofertados pelas mídias sociais – como é o caso do LinkedIn, que cobra por serviços mais avançados – gerará US$ 236 milhões neste ano e US$ 313 milhões em 2012.

“Like” é o primeiro passo, mas sozinho não significa engajamento

O simples fato de um usuário curtir a página de uma empresa/marca no Facebook ou seguir o perfil desta no Twitter não garante que ele se engajou com marca, ou que é um grande fã desta.  Isso porque esse seguidor ou fã só estará engajado quando interagir com marca, seja comentando sobre seus conteúdos ou os replicando, entre outras atividades. Esse é um erro comum em estratégias de social media de algumas empresas, que já entendem ter garantido o engajamento do usuário após ele  simplesmente curtir sua página no Facebook. Até porque, boa parte dos fãs e seguidores dos perfis das marcas/empresas não tem nenhuma interação com estas nas redes sociais. A conquista desse fã/seguidor é apenas o primeiro passo, que representa o início de um relacionamento entre a empresa e o cliente. O engajamento será fruto de uma estratégia de relacionamento bem trabalhada e que traga relevância para o usuário.

Tal fato é ilustrado por pesquisa realizada pela ExactTarget nos Estados Unidos, e publicada pela eMarketer, que mostrou que 42% dos fãs de páginas de empresas/marcas no Facebook disseram que as empresas podem considerar que ao ele “curtir” sua fan page , poderão passar a ser um “advogado” ou fã real dela. Já 25% dos respondentes afirmaram que apesar deles terem “curtido” a página da companhia/marca, isso não garante que são advogados ou reais fãs destas.

Mas, qual é o principal motivo para um usuário não “curtir” uma página de empresa/marca ou dar “unlike” nesta no Facebook? E o que aqueles que dão “like” nestas páginas esperam das empresas/marcas?

O mesmo estudo pontuou que 54% dos entrevistados citaram como principal motivo por não “curtir” a página de uma marca/empresa o fato de que não querem ser bombardeados com mensagens e anúncios da empresa. Já 45% não querem dar acesso às suas informações e perfil para a empresa e 31% não querem empurrar conteúdo de uma empresa para a newsfeed de amigos. Por fim, 29% não querem que as empresas os contatem pelo Facebook e 21% não vê nenhum benefício em se vincular às empresas nas rede social.

Por outro lado, os três principais motivos que fazem o usuário virar fã/seguidor de uma página de empresa no Facebook são: ganhar acesso a eventos, conteúdo ou vendas exclusivas (58%), receber descontos ou promoções pelo Facebook (58%), e receber atualização da empresa na sua newsfeed (47%). Um ponto relevante e que valida de certa forma o que foi dito acima é que apenas 28% dos respondentes falaram que “curtiram” a página de uma empresa para interagir com ela. Além disso, 37% apontaram que não esperam nada após “curtirem” a página da empresa.

Por isso as companhias devem ter consciência que conquistar um fã ou seguidor tem sim sua importância, mas ainda há um longo caminho para engajar e criar um vínculo com este. Caso contrário, ele servirá apenas como um número, que no máximo representará audiência e um aumento da visibilidade da marca/empresa. Portanto, a busca pelo relacionamento com o usuário deve ser o foco principal da iniciativa. Todos os outros resultados dependem desse bom relacionamento e interação. Só após conquistar esse relacionamento e interação que a empresa pode começar a reverter isso em engajamento e fidelidade, e, consequentemente em novas vendas. Esse é um trabalho que deve ser realizado com paciência e com amplo planejamento, só assim resultará em sucesso.

Brasil traz maior oportunidade para marcas nas redes sociais

O Brasil representa, mais do que boa parte dos países, uma grande oportunidade em potencial para as empresas utilizarem as mídias sociais para ampliar sua visibilidade, aumentar o relacionamento e diálogo com o cliente, engajar os consumidores, melhorar sua imagem e, até, elevar vendas de seus produtos e serviços. Digo isso porque o brasileiro utiliza de maneira mais intensa as redes sociais e tem maior interesse por interagir e se comunicar com os outros e as marcas/empresas.

Esse fato é respaldado por números. Primeiramente, o Brasil é líder em audiência em mídias sociais segundo estudo da Experian Hitwise, que aponta que as redes sociais consumiram 18,9% do uso de internet no país em agosto. Com isso, o país ficou à frente de Cingapura (16,4), Estados Unidos (15,4%), França (15,1%), Índia (14%), Nova Zelândia (13,9%), Austrália (13,1%) e Reino Unido (12,2%).

Já a InSites Consulting revela que 86% dos internautas brasileiros têm perfis em redes sociais. Nestes quesito, o Brasil só perde para a Índia, onde tal taxa de penetração é de 88%. O mesmo relatório mostra ainda que no cada usuário de web do Brasil tem, em média, perfil em 3,1 mídias sociais, fazendo do país o terceiro maior do mundo no quesito, ficando atrás apenas de Índia (3,9) e China (3,4), mas à frente de Estados Unidos (2,1) e Europa (1,9). O Brasil também é segundo país do mundo com o maior número de pessoas com consciência sobre as redes sociais (97%). Veja o gráfico acima.

Além disso, 76% das pessoas que têm perfis em redes sociais no Brasil se logam diariamente, representatividade superior à registrada na China, Estados Unidos e Europa, onde estas são de 67%, 63% e 60%, respectivamente. Apenas a Índia está à frente do Brasil. A interação com as marcas/empresas nas redes sociais também é forte no Brasil. Por aqui,  55% dos usuários de social media seguem/são fãs de empresas nas mídias sociais, sendo que cada user segue, em média, 19 marcas/empresas. Tais números são maiores do que os da Europa (51% / 12,2) e muito próximos do cenário dos Estados Unidos (57% / 19,6).

Outro dado que ilustra esse maior potencial de relacionamento do usuário brasileiro de redes sociais é que 68% destes consultam informações sobre produtos/marcas nas redes, 76% reagem a tais informações e 60% postam sobre elas. Com isso, mais uma vez o Brasil fica acima dos Estados Unidos, onde teias parcelas são de 50%, 49% e 43%, respectivamente, e da Europa, cujas taxas são de 51%, 53% e 36%.

Portanto, atuar com social media no Brasil proporciona uma probabilidade mais significativa de se conseguir maior relacionamento com os usuários e consumidores na comparação com outros países. Mas, como de praxe, quero lembrar que para atuar no meio é necessário ter um entendimento deste e realizar um planejamento adequado, avaliando público-alvo, budget, número de canais a utilizar, conteúdos e formas de comunicação. Só a partir desse planejamento, que pode-se esperar resultados positivos. E lembre-se, atuar com social media requer paciência e o foco inicial deve ser na construção de relacionamento com os usuários/clientes.

Explosão: gastos com anúncios em social media quase dobrarão até 2013

As mídias sociais não crescem apenas no uso por consumidores e clientes e passam a chamar a atenção das empresas para além do foco de relacionamento, mas também como meio para se investir em anúncios de publicidade. Tanto que a expectativa é que o gastos com publicidade em social media quase dobrem na comparação deste ano com 2013.

Estudo da eMarketer mostrou que em 2011 os investimentos em anúncios nas redes sociais totalizem US$ 5,54 bilhões. Tal montante é 55,6% maior do que os US$ 3,56 bilhões de 2010, uma taxa de expansão para lá de relevante, certo?! Mas esse mercado continuará apresentando aumento acelerado e em 2012 e 2013 os gastos com publicidade em social media alcançarão US$ 8,04 bilhões e US$ 9,9 bilhões, respectivamente.

E o bicho papão dessa grana toda deve serão o Facebook. Somente neste ano, a rede de Mark Zuckerberg levará US$ 7 de cada US$ 10 dólares aplicados em anúncios em mídias sociais, é mole?! Mas faz sentido, já que, com seus 800 milhões de usuários, ela é a rede mais acessada do mundo, o que permite maior visibilidade para as empresas anunciantes. Twitter e LinkedIn ainda ficarão muito para trás nesta disputa.

Mas o Twitter está se movimentando para ampliar sua receita de publicidade, tanto que sinalizando seu grande comprometimento com a questão, a rede de microblog lançou recentemente o blog “twitter advertising” e a conta @TwitterAds.

Compilação de alguns números de social media

Vasculhando diversos sites sobre social media da nossa rica web para ler sobre social media, achei diversos números interessantes sobre mídias sociais de diferentes fontes. Estes podem ser úteis para diversas pessoas e empresas, portanto, achei bacana resumir algumas informações e colocá-las em um texto único.

Aí vamos nós.

– Mais de 1 bilhão de pessoas usam redes sociais, ou seja, 70% do número global de internautas, sendo que cerca de 600 milhões o fazem pelo menos uma vez ao dia (InSites Consulting)

– No Brasil, em média, cada user tem conta em 3,1 redes sociais. Nos Estados Unidos essa média é de 2,1, e de 1,9 na Europa, onde 50% dos usuários têm conta somente em uma rede social. Na Índia, por sua vez, essa média é de 3,9 (InSites Consulting)

– 60% dos usuários não querem utilizar uma nova rede social e 93% não pretendem sair da atual mídia social que usam. (InSites Consulting)

– menos de 50% dos users de social media estão conectados a marcas/empresas. 42% mantêm uma conversação mais intensa com a marca por meio de redes sociais. (InSites Consulting)

– 36% dos usuários postam conteúdo sobre as marcas nas redes sociais (InSites Consulting)

–  Usuário permanece logado 37 minutos em cada sessão no Facebook. No Twitter, esse tempo é de 22 minutos. (InSites Consulting)

– Cerca de 400 milhões de internautas usam o Facebook diariamente

– Paradoxo do Twitter: 80% dos internautas estão atentos/conhecem o Twitter, mas apenas 16% realmente o usam  (InSites Consulting)

– 81% dos usuários do Twitter seguem menos de 100 pessoas.

– Apesar do Twitter ter 100 milhões usuários ativos e 50 milhões que publicam diariamente, 50% dos tweets são publicados por 20 mil usuários

– No Brasil, 86% dos internautas ativos têm conta em alguma rede social, contra 76% nos Estados Unidos e 73% na Europa. Na Índia, esse índice é de 88%.

– 71% dos usuários brasileiros entram em alguma rede social diariamente. Taxas que ficam em 63%, nos Estados Unidos,  60%, na Europa, e 83%, na Índia

– 67% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut, 59% no Facebook e 34% no Twitter. O que fazem destas as três redes mais utilizadas no país. Nos Estados Unidos, o líder é o Facebook (70%), seguido pelo LinkedIn (22%) e Twitter (20%). Na Europa, por sua vez, o Facebook (62%) também está no topo, com o Twitter (16%) ficando em segundo. Por fim, Facebook (72%), Orkut (66%) e Twitter (41%) são os top 3. (InSites Consulting)

– Já a Nielsen aponta que 64,69% dos internautas brasileiros têm conta no Orkut; 60,19%, no Facebook; 50,73%, no Blogger; 31,7%, no Twitter; e 28,3%, no WordPress. Nos Estados Unidos, 68,48% estão no Facebook; 22,5%, no Blogger; 13%, no Twitter; e 1023%, no Worpress.

Mashable

Mashable

– Nos Estados Unidos, os usuários gastam mais tempo no Facebook do que em qualquer outra rede. Em maio passaram 53.457.258 minutos on-line no Facebook. Depois vêm Blogger (723.796 minutos), Tumblr (623.525 minutos), Twitter (565.156 minutos) e LinkedIn (325.679 minutos). (Nielsen).

– Ainda no país norte-americano, 71% das empresas têm Facebook, 51% têm Twitter, 50% fazem uso do Blogger e 33%, do Youtube. Além disso, atualmente por lá 39% das companhias usam blogs para campanhas de marketing, parcela que deve subir para 43% no ano que vem.

– Cerca de 49%, 50% das pessoas que têm conta no Twitter, nunca, ou raramente, usam seu perfil. Assim, dos atuais 200 milhões de internautas cadastrados no Twitter globalmente, apenas 100 milhões postam algo ao menos uma vês por mês. Sendo que apenas 50 milhões utilizam o Twitter diariamente.

– Nos Estados Unidos, pesquisa com usuários do Twitter apontou que 25% dos respondentes veem Promoted Tweets se considerarem que este é relevante para si. 21,4% disseram que já receberam descontos de Promoted Tweets. Além disso, 14% apontaram que já deram retweet em Promoted Tweets. O mesmo estudo apontou que 30,6% dos entrevistados afirmaram seguir entre 1 e 5 marcas/empresas no Twitter. Já 19,6%, disseram que seguem de 6 a 10, e 17,8%, de 11 a 20. Por fim, 9,8% declararam que seguem de 21 a 30; 3,4%, de 31 a 50; e 8,2%, comentaram que seguem mais de 51 marcas/empresas. (Lab42)


– Usuários norte americanos de redes sociais têm maior propensão a se relacionar com suas marcas/empresas favoritas pelo Facebook, onde 34% dizem fazer isso. No Twitter, essa parcela é de apenas 4%, em Blogs também é de 4%, e no LinkedIn, de 1%. Além disso, 33% dos usuários do Facebook são fãs, ou seja, “curtem”/“curtiram” entre 1 e 2 páginas de empresas/marcas; 25%, entre 3 e 4; 20%, de 5 a 9; e 22% mais de 10.

Destes fãs, 58% disseram que o são por serem clientes da empresa, 57% citaram que são fãs porque receberam algum tipo de desconto ou promoção da companhia, 41% para mostrar a outros usuários que ele gosta da marca/empresa, 31% para saber sobre novidades da marca/empresa, e 31% para ganhar acesso a conteúdos exclusivos.  77% disseram que a forma de interação com as fan pages envolve apenas a leitura dos posts, feed de notícias e ofertas da marca. Somente 17% comentaram que compartilham experiências e histórias com outros sobre a marca e apenas 13% fazem algum post sobre a marca/empresa.  Já 17%, afirmaram que não fazem nada. (CMB Consumer Pulse e Constant Contact)

– Estudo realizado pela DDB Paris e OpinionWay em sete países (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Turquia e Malásia) apontou que dois de cada cinco usuários do Facebook dão “unlinked” nas páginas de empresas. Entre as principais razões foram citadas pelos respondentes: a informação disponibilizada não foi interessante (46%), informação foi publicada muitas vezes (36%), a empresa publicou algo que não gostei (27%), e as informações foram publicadas nãos muitas vezes o suficiente, ou seja, baixa atividade (14%).

– 80% dos usuários dos Estados Unidos de redes sociais disseram que preferem o Facebook para se conectar/interagir com as empresas, contra apenas 6% que preferem o Twitter e 3%, o Linkedin. (Edison Research and Arbitron found)

– Mundialmente, pesquisa realizada com usuários do Facebook que são fã de páginas revelou que 61% destes disseram que sua intenção de compra de produtos da marca/empresa não se alterou pelo fato de ser fã. Por outro lado, 36% afirmaram que sua intenção de compra de produtos/serviços de determinada marca aumentou quando passou a ser fã dela no Facebook. 3% pontuaram que a intenção de compra diminuiu. (eMarketer)

Pequenas empresas também podem ter benefícios com estratégias de social media

Crowdspring

Quem pensa que estratégias de mídias sociais só servem para empresas de grande porte, está bastante enganado. Elas também representam grande potencial para relacionamento e engajamento dos clientes para companhias de pequeno porte. Essa percepção já é forte nos Estados Unidos, onde o número de pequenas empresas que adotaram estratégias de social media dobrou entre 2009 e 2010.

Segundo dados da Crowdspring, 61% das pequenas empresas estão utilizando mídias sociais para atrair novos clientes e 75% têm pagina corporativa em algum site de relacionamento. Além disso, 45% destas pequenas empresas que usam social media esperam que suas atividades em mídias sociais gerem retorno financeiro nos próximos 12 meses.

O Facebook é a plataforma mais utilizada, sendo citada por 28% das empesas que já atuam com social media. O LinkedIn apareceu em segundo, mencionado por 18%, seguido por blogs (8%), serviços de localização (8%) e Twitter (7%). Um dado interessante revelado pelo levantamento, é que 50% das pequenas empresas que adotaram a estratégia obtiveram sucesso em se conectar com novos clientes por meio das redes sociais.

Tais dados deixam claro que as pequenas empresas também podem se beneficiar de estratégias de social media e que aquelas que ainda não adotaram estão perdendo uma grande oportunidade em potencial para aumentar sua visibilidade e conquistar relacionamento com novos clientes.

Brasil é líder em audiência de redes sociais: o que você está esperando?

O Brasil é o país do mundo com a maior audiência de redes sociais. Por aqui, 18,9% do tempo online dos usuários foi usado em  sites de relacionamento em agosto, mostrou estudo da Experian Hitwise. O dado revela que é de suma importância para as empresas e marcas estarem presentes nas redes sociais para se relacionar com seus clientes e aproveitar as oportunidades do meio para realizar relacionamento, engajamento, influência, e num futuro, oportunidade de conquistar  novos clientes e vendas. Dessa forma, a empresa que ainda não tem estratégia de  social media deve começar urgentemente a iniciar um planejamento para atuar no meio. Mas friso a palavra planejamento – como já menciona em um post anterior – , não adianta entrar por entrar, sem um plano estratégico definido. Apesar de ser necessária, essa adoção de social media tem que ser muito bem planejada,estar ligada às diretrizes e foco da empresa, e ser implantada por meio de fases para gerar resultados positivos. Isso porque a atuação com mídias sociais requer aprendizado.

Estar presente nas redes sociais é uma necessidade das empresas, pois apesar da sua marca ter conta ou não nas redes, ela está sendo assunto nestas. Dessa forma, realizar o monitoramento, ao menos, é uma obrigação no atual status quo. O consumidor é ávido por relacionamento e quer se comunicar com as empresas, mas à sua maneira. Hoje, ele quer uma comunicação de mão dupla – ouvir e ser ouvido –, porque as redes sociais permitem isso. Além disso, quer uma comunicação personalizada e interativa, não baseada em textos padronizados. Portanto, proporcionar esse canal de comunicação é questão de sobrevivência no mundo virtual. As mídias sociais podem ser consideradas uma quebra de paradigma no modelo de comunicação entre empresas e consumidores. E se adaptar a essa era das redes sociais e dos consumidores 3.0 já deixou de ser um diferencial e se tornou necessário.

Para se ter uma ideia da importância do uso de redes sociais no Brasil, a audiência destas no país ficou à frente de países como  Cingapura, onde 16,4% do uso de internet foi atrelado a redes sociais em agosto, Estados Unidos (15,4%), França (15,1%), Índia (14%), Nova Zelândia (13,9%), Austrália (13,1%) e Reino Unido (12,2%). Já quando analisado o tempo médio gasto pelo usuário em redes sociais, o Brasil ocupou a oitava posição no ranking, sendo que em agosto cada user brasileiro permaneceu logado, em média, 18m19s por sessão. A líder nesse quesito foi a Nova Zelândia (30m31s), seguida pela Austrália (26m27s), Reino Unido (25m33s), França (21m53s), Estados Unidos (20m46s) e Índia (20m21s). A liderança nesse quesito ficou com Cingapura, com 38m46s.

O estudo apontou que o Orkut foi a rede social com maior audiência no Brasil em agosto, respondendo por 42,88% do total de visitas a sites de relacionamento, enquanto o Facebook fechou o período com representatividade de 19,71%. O resultado revela uma acelerada queda na diferença entre ambas, ao passo que em agosto de 2010 a parcela do Orkut era de 61,61% e a do Facebook, de apenas 3,34%. Somente em relação ao mês de junho, quando seu market share era de 46,11%, o Orkut registrou queda de 3,23 pontos percentuais, ao passo que o Facebook, que tinha 18,24%, elevou sua quota em 1,47 ponto percentual. A participação do Twitter sobre o total de visitas a redes sociais, por sua vez, ficou em 3,33% em agosto deste ano, contra 3,05% de julho e 2,59% de agosto de 2010. Já o tempo médio gasto por sessão pelos usuários foi de 21m50s no Orkut, de 18 m19s no Facebook e de 16m13s no Twitter, números muito próximos.

Divulgação

Mas como decidir em qual rede atuar? Os números acima podem auxiliar fortemente a sua decisão. Mas, antes de qualquer coisa, é necessário a empresa ter claramente qual seu público-alvo, pois isso vai delimitar em quais redes estar presente. Os dados da Experian deixam claro que, além do Facebook e Twitter, o Orkut ainda deve ser considerado como rede prioritária nas estratégias de social media das empresas, desde que o site de relacionamento do Google ainda tenha usuários do seu público-alvo (isso deve ser analisado).

Apesar da diferença de audiência entre ela e o Facebook, vale ressaltar que boa parte dos usuários do segundo ainda mantém conta ativa no primeiro. Os números indicam que a tendência é que o Facebook ultrapasse o Orkut no Brasil no curto-médio prazo, mas a migração de pessoas da classe C e mais baixas deve ocorrer muito mais lentamente, o que ainda fará da rede social do Google um ponto importante da estratégia de social media de diversas empresas, dependendo do seu público alvo.

Mas uma estratégia de social media pode ir além destas três redes mais comuns. Analisar o crescimento do Google+ é um ponto importante, principalmente agora que o cadastramento foi aberto ao público. Tumblr, Instagram, Youtube, Flickr, Foursquare, Formspring, entre outras, também têm seu potencial, dependendo do foco da estratégia e do público-alvo.

Medir engajamento, relevância e influência é importante para estratégias de social media

By agomezig

Entender sobre quais métricas usar para medir o real retorno das ações de social media é muito importante para as empresas. Audiência continua sendo a métrica mais utilizada. Mas isso apenas não basta e a análise da audiência, sozinha, não consegue produzir uma métrica fiel para se mensurar resultados. É necessário dar atenção para as questões de relevância, engajamento e influência, e também considerá-las métricas extremamente importantes para a análise do retorno sobre estratégias de mídias sociais.

Análise da MDG Advertising nos Estados Unidos apontou que o tráfego do site é a principal métrica analisada pelos profissionais de marketing das empresas, seguida pela taxa de conversação, citadas por 68% e 66%, respectivamente. Número de fãs/seguidores/membros e número de menções positivas de clientes sobre a marca/empresa vêm logo atrás, ambas sendo comentadas por 63%. Número de colaboradores (50%), receita (50%), page views (43%), números de posts (42%) e menções sobe a marca/empresa foram outras métricas pontuadas. Estudo da eMarketer revelou mais ou menos o mesmo cenário. Com a questão de page views (52,2%) no topo do ranking de métricas usadas. Depois dela vêm visitas repetidas (34,9%), número de seguidores/fãs (34,1%), taxa de conversação – mensagens do usuário para a empresa – (29,3%) e menções da marca/empresa (20,5%).

Outro dado relevante da análise da MDG Advertising é que 96% dos executivos de marketing entrevistados disseram que estão começando a olhar para além de metas de vendas e métricas de web para mensurar o valor das ações realizadas nas mídias sociais. Na lista das redes que mais trazem retorno, o Facebook aparece na dianteira, seguido pelo Twitter. Blog próprio da empresa/marca, LikedIn, e participação em um blog ou fórum da indústria de atuação da empresa, também garantem retornos, segundo os profissionais de marketing.



Apesar da audiência ser um item importante para se mensurar o retorno das ações nas redes sociais, relevância, engajamento e influência devem receber a mesma importância. Os pontos quantitativos – estatísticas como o número de fãs, visitas e menções – são fundamentais para analisar os resultados, mas questões qualitativas também são relevantes e podem ser consideradas como diferenciais. Ou seja, deve se avaliar o capital humano. A relevância é obtida quando se atinge o público-alvo estabelecido. Ou seja, nada adianta para uma empresa/marca de automóveis ter 100 mil seguidores/fãs, se 90% destes forem menores de 16, 18 anos.

O engajamento, por sua vez, é uma métrica que começa a ser utilizada de maneira bastante intensa, batizada de ROE (retorno sobre engajamento). O engajamento acontece quando os consumidores/usuários ficam comprometidos com sua marca, se tornando fiéis escudeiros dela – advogados –  e a defendendo nas redes sociais por meio de comentários positivos. Quando se consegue engajar o usuário, aumentam as chances de torná-lo fiel e leal à marca na questão de consumo. Entretanto, esse processo deve ser realizado com calma e paciência.

A influência está atrelada ao dois temas citados acima. Para uma marca/produto o que mais importa não é número total de seguidores/fãs, mas sim o percentual deste que representa seu público-alvo. Uma marca/companhia será mais influente nas redes sociais quanto maior for o número de seguidores/fãs do seu público-alvo e maior o engajamento destes com a marca. Por exemplo, que é mais influente, a marca de automóveis A, que tem 100 mil seguidores , dos quais apenas 20% têm entre 18 e 45 anos, ou a marca de carro B, que tem 50 mil seguidores, sendo 80% destes com idade entre 18 e 45 anos?! Entendeu?!. Assim, uma estratégia ou campanha de social media terá resultados mais positivos quanto maior for a conquista de seguidores do público-alvo e o engajamento destes. Pois esses pontos são aqueles que poderão impactar positivamente as vendas e a fidelidade junto a marca.

Essa reflexão ainda pode ser melhor realizada no mercado. Até porque as questões estatísticas, como número de seguidores/fãs, visitas, atualmente são utilizadas como métricas principais, e a análise sobre essa base de fãs/seguidores é ainda uma prática não intensamente utilizada em algumas empresas. Entretanto, a questão da influência e do engajamento, principalmente dos usuários do público-alvo da empresa/marca, devem ser colocadas também como métricas prioritárias, pois são elas que realmente proporcionarão possíveis lucros financeiros às empresas.

Gostaria de frisar que o número de seguidores/fãs, visitas, menções, são, sim, métricas muito relevantes para analisar o retorno das ações realizadas nas redes sociais. Mas pondero que as questões da influência e relevância também são determinantes para mensurar a obtenção dos resultados e devem receber a mesma atenção. Para determiná-las, é necessária uma análise qualitativa da base de seguidores/fãs.



Quanto investir em estratégias de social media?!

Quanto investir em ações nas mídias sociais? Essa é uma das principais dúvidas que paira no momento de decidir sobre uma estratégia de social media, principalmente pelo fato de ainda não ser fácil mensurar totalmente o real retorno sobre o investimento (ROI).

Estudo da Fuqua School of Business da Duke University, encomendado pela American Marketing e realizado em agosto deste ano, mostrou que atualmente as empresas dos Estados Unidos investem 7,1% do seu orçamento de marketing em social media.

O relatório apontou ainda que os respondentes disseram que nos próximos 12 meses essa parcela deve saltar para 10,1%. Já nos próximos cinco anos, a expectativa das empresas é que os aportes em estratégias de mídias sociais irão consumir 17,5% do seu budget de marketing. Claro que não podemos apenas replicar isso no Brasil, mas serve de parâmetro para aquelas empresas que ainda têm dúvida de quanto investir em social media. O real investimento dependerá dos objetivos e da amplitude da estratégia de social media em si.

Vale ressaltar que o Brasil conta com 30,9 milhões de usuários únicos do Facebook, 29 milhões do Orkut, e 14,2 milhões do Twitter, números que representam 68%, 64% e 31,3% dos usuários ativos de internet em casa ou no trabalho, segundo pesquisa do Ibope. Os números são bastante relevantes e representam grande potencial de atuação, principalmente no que tange a relacionamento e engajamento.